Ao final da solenidade de homenagem ao diretor do Bird, Otaviano Canuto, na última segunda-feira, alguns jornalistas perguntaram ao governador Marcelo Déda se ele não iria entrar na campanha de Valadares Filho.
Ao final da solenidade de homenagem ao diretor do Bird, Otaviano Canuto, na última segunda-feira, alguns jornalistas perguntaram ao governador Marcelo Déda se ele não iria entrar na campanha de Valadares Filho. Ele aproveitou para dar uma aula de estratégia política. Disse que esse não é o momento, pois a candidatura de Valadares Filho está no nascedouro e não pode ser abafada por lideranças já consolidadas. “Nem eu, nem o pai dele, nem as grandes lideranças podemos “colar” agora. Ele precisa andar com as próprias pernas, visitar os bairros, mostrar sua cara para o povo”, ensinou Déda.
Estratégia 2
Para o governador, caso ele ou alguma outra grande liderança chegue nos bairros com Valadares Filho, automaticamente a atenção dos eleitores vão para os nomes mais consolidados e isso não é bom neste primeiro momento. “É natural, pela grande exposição de imagem que nós acumulamos. Depois que iniciar os programas na televisão, que o candidato estiver consolidado, nós chegamos, colamos nosso apoio e quem gostar da gente vai saber que aquele é nosso candidato”, disse Déda.
Estratégia 3
“Agora, o que eu não vou fazer neste momento é cair no jogo da oposição que fica o tempo todo me chamando para o centro do ringue na tentativa de estadualizar a campanha. Não sou ingênuo e sei o que eles querem”, afirmou Déda, enfatizando que o grande problema da oposição é que eles não sabem com quem estão lidando. “Valadares Filho é como um jogador novo que estreia num time grande. O adversário não sabe se ele chuta com a esquerda, com as duas, se é bom de drible. Mas uma coisa é fato, a rejeição dele é mínima, onde ele chega é bem recebido” finalizou o governador
Sentença 1
O candidato a prefeito Valadares Filho, apoiado pelo governo, entrou com uma ação na Justiça para impedir a divulgação dos estandartes da campanha de Almeida Lima por mostrarem as mazelas do governo de seu pai e dos seus apoiadores Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira. A alegação do candidato governista é de que as matérias de todos os jornais estampadas nos diversos estandartes são mentirosas.
Sentença 2
No entanto, não é assim que a Justiça entende: “Os textos e frases utilizados não configuram ilicitudes, e sim mera liberdade de expressão, até porque a crítica por si só que apontam ou informam erro na administração de quem quer que seja faz parte do debate imposto pela democracia,... até porque se trata de homens públicos sujeitos ao embate inerente ao cargo que ocupam ou ocuparam”, assim sentenciou a juíza eleitoral Áurea Corumba de Santana.
Secom
O juiz Raphael Silva Reis, da 12ª Vara Cível, da Comarca de Aracaju, negou liminar pedida pela Conceito Comunicação Integrada Ltda. para suspender o processo licitatório da Secretaria de Estado da Comunicação para contratação de serviços de publicidade. O juiz entendeu que a comissão licitatória, em nome do interesse público, proporcionou a participação do maior número possível de licitantes. ‘Afastando, dessa forma, formalidades excessivas’, diz o juiz na decisão.
Licitação 1
As declarações do candidato João Alves Filho (DEM) ao JORNAL DA CIDADE, de que iria anular a licitação para o transporte público em Aracaju, ainda repercutem e tem pautado boa parte dos debates e entrevistas aos prefeituráveis. O problema é que João agora fala sobre a licitação, mas após 12 anos comandando o Governo do Estado ele não fez a licitação para o transporte intermunicipal – que deverá ser publicada em breve, após decisão judicial.
Licitação 2
Outro episódio pode retratar bem a questão da licitação e o partido do candidato João Alves. Em 1995 a Prefeitura de Aracaju chegou a publicar o edital para a licitação do transporte coletivo na capital. Mas na ocasião dois vereadores do DEM ingressaram na Justiça – e conseguiram duas decisões do mesmo desembargador, que inviabilizaram o processo. Vale lembrar também que João foi prefeito da capital e também não falou em licitação.
Estrago
O candidato a vereador e poeta Araripe Coutinho (PR) teve o seu veículo destruído por vândalos, durante a madrugada de ontem. O carro estava estacionado na porta da sua residência na Orlinha do bairro Industrial. Araripe credita o fato “ao mau costume de pedintes que acham que os candidatos têm sempre que dar o que pedem. Os pedidos são muitos e de forma insistente”.
De luto
A deputada estadual Ana Lúcia (PT) chegou às 9h30 na Assembleia Legislativa, toda vestida de preto. Parece que já estava de luto pela conversa que iria ter com o governador Marcelo Déda sobre o piso salarial dos professores.
Em Aracaju
O deputado federal e candidato à Prefeitura de Aracaju Almeida Lima tem dito por aí que decidiu entrar na disputa porque tem visto a cidade ser muito maltratada, mas também porque não pretende mais continuar em Brasília – sendo ou não eleito. Caso não alcance sucesso no pleito em Aracaju, Almeida disse que ao concluir seu mandato retorna para a capital sergipana de qualquer jeito – não quer mais saber do planalto.
Que remédio?
O governador Marcelo Déda respondeu com dureza ao líder da oposição, Venâncio Fonseca, que andou dizendo que Déda foi excluído da campanha do deputado federal Valadares Filho (PSB) por conta do seu alto índice de rejeição. O governador acha que tudo não passa de dor de cotovelo por ter sido rejeitado como vice de João Alves e recomendou que ele tomasse remédio. “Se eu depender do remédio oferecido pelo Estado, morreria. Todos os dias, ouvimos os relatos de populares e profissionais dando conta da falta de medicamento nas unidades de saúde”, revelou Fonseca.
Medalhista
E por falar em Venâncio, ontem ele disse que o assessor de comunicação da Fundação Hospitalar de Saúde, José Castilho, deveria receber medalhas de ouro. “Esse rapaz é um craque e merece receber medalhes de ouro por tanta competência para explicar o inexplicável e defender o indefensável”, ironizou. Castilho deu um sorriso como resposta.
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