22/08/2012 às 10h57 - Educação
Sindicatos tomam a Fausto Cardoso em protesto
Sintese e Sintufs promoveram ato público em frente a Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira (22).
Por: JornaldaCidade.Net
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A Praça Fausto Cardoso, mais uma vez, foi tomada pelos professores da rede estadual de ensino. Na manhã desta quarta-feira (22) a categoria se reuniu em frente à Assembleia Legislativa para manifestar a insatisfação sobre o projeto de lei do governo que estipulou o reajuste em 6,5% e para solicitar que os deputados não aprovem o mesmo. Para eles, o projeto de lei não trata apenas de um reajuste diferenciado, que vai contra a lei do piso, mas também de um processo de destruição da carreira.
De acordo com a presidente do SINTESE, Ângela Maria de Melo, se os 6,5% forem aprovados significa a morte da carreira do magistério. “Na lei 213/2011 o governo do Estado não tinha extinguido o escalonamento classe a classe (diferença de uma letra para outra e é medido por tempo de serviço), mas nesse novo projeto de lei o escalonamento é extinto para o nível médio, significa que o professor com nível médio inicia a carreira com R$1451 e os que estão em final de carreira e aposentados recebem os mesmos R$1451”, destacou Ângela.
Foto: Daniel Nascimento
A representante da categoria também alertou que o prejuízo para os educadores com Nível Superior também é grande, pois eles ficam sem referência de reajuste, sem referência também para a progressão e o magistério da rede estadual vai perder toda uma história de vida, luta e conquista. A carreira dos professores da rede estadual foi estabelecida em 1973, o Estatuto do Magistério em 1994 e o Plano de Carreira em 2001.
“Não podemos aceitar que os deputados aprovem esse projeto, pois ele não se refere somente a reajuste e fere de morte a luta de mais de 40 anos do magistério sergipano”, disse a presidente do SINTESE.
Ângela afirmou ainda que municípios com pouco recurso fizeram um esforço para pagar o piso sem mudanças na carreira, mas o Estado, ente federativo que tem mais tem recursos, não tem viabilizado o cumprimento da lei do piso.
SINTUFS
Foto: Daniel Nascimento
Outra categoria que manifestou na praça nesta quarta-feira (22) foi a dos servidores técnicos administrativos da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Desde o dia 11 de junho, os servidores estão em greve para reivindicar a expansão da universidade com qualidade, abertura de concurso e valorização dos trabalhadores.
De acordo com Gentil Melo, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da UFS (Sintufs), houve mais de 50 reuniões com o Governo Federal, sem avanço nas negociações. “Depois de muito protelar, demos o prazo até 30 de maio para que eles apresentassem uma proposta, mas não recebemos nada”, afirmou Gentil.
Os trabalhadores federais reivindicam um posicionamento do Governo Federal sobre o reajuste salarial da categoria. O último acordo salarial dos técnicos administrativos aconteceu em 2007 e terminou de ser aplicado pelo governo federal em 2010. De acordo com o SINTUFS, desde então, não houve qualquer alteração nos salários dos trabalhadores.
Na manhã de ontem (21), a categoria realizou assembleia no auditório da reitoria da UFS onde voltou a discutir a pauta interna de reivindicações, que são aquelas discutidas com a direção da universidade. O comando nacional dos funcionários administrativos das instituições de ensino superior sinalizou essa semana que pode fechar acordo de reajuste com o Governo Federal, que contempla os servidores com 15,8% de aumento.